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Ensaios timbalada

“Eles têm uma aproximação tonal muito boa e compartilham uma sinergia também na alegria que juntos trazem para as músicas”, analisa o mestre Brown. “Além disso, andei por muito tempo sentindo uma falta enorme da presença de uma mulher na Timbalada, dessa suavidade típica do timbre feminino”, acrescenta.

TIMBALADA SÉC. XXI - Carlinhos Brown

Sob a regência de seu criador, a sonoridade da nova Timbalada afirma sua base percussiva inconfundível, agora acompanhada pela voz suave e poderosa de Paula Sanffer, pela personalidade irreverente do inquieto e talentoso cantor e compositor Rafa Chagas, e pelo talento, estilo e performance de peso do cantor e compositor Buja Ferreira.

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“Vamos abrir inscrições e fortalecer essa base, preparando percussionistas para nosso Carnaval, festas de largo e para o mundo, como aconteceu com muitos que fizeram parte da nossa bateria no passado e que depois foram integrar bandas de grandes músicos consagrados no Brasil e fora dele”, comenta o regente da bateria de rua da Timbalada do Século XXI, Jair Rezende.

Paula Sanffer  – A Timbalada é o segundo projeto de Paula tendo Carlinhos Brown como mentor. No último verão, Paula esteve à frente da Mukindala ao lado de Rafa Chagas e Gato Preto e mostrou a força da sua voz, que une suavidade e muita personalidade. Finalista do The Voice Brasil no time de Brown, a baiana de Feira de Santana, 88, começou a cantar quando tinha sete anos. Autodidata, Paula toca teclado, bateria e violão – este último com mais afinco, dada às inúmeras apresentações que a artista realizou em bares e em festas particulares com o instrumento durante a sua carreira solo. Na bagagem, também experiência como backing vocal do cantor Tayrone e a gravação de dois álbuns gospel.

Ao tempo que propõe um novo produto musical, a Eletrotimba mostra a amplitude do movimento percussivo que é a Timbalada. “Nós não podemos estar apáticos diante da realidade de um mundo que avança. A Bahia precisa se expandir para se difundir. Sem o legado do merengue do dominicano Luis Kalaff, não teríamos o samba reggae nem a Timbalada. Eu, como percussionista que estou a serviço do axé music desde o seu ponto zero, compreendo que está na hora de juntarmos essas linguagens irmãs, não mais como um intercâmbio, e sim como uma fusão, daí a contribuição de Oscar Dominic, que é uma referência em merengue, bachata e reggaeton”.

O repertório da Timbalada do século XXI traz a marca do ineditismo, com músicas novas e, claro, espaço também para os deliciosos hits da banda. “Todos os sucessos um dia foram inéditos. Quem quer apenas ouvir os hits da Timbalada, é melhor tocar o CD, porque nós vamos experimentar o novo”, avisa Brown.

“A Timbalada do século XXI é transbordante”. Essa é a frase utilizada pelo cacique Carlinhos Brown para definir o novo momento desse poderoso movimento percussivo. Três novas vozes e 76 novas músicas são uma parte da novidade. Nessa virada artística, a Timbalada também ganha uma formação eletrônica, a Eletrotimba, e retoma a sua bateria de rua. Ao mesmo tempo, nasce o Club du Timball, uma associação percussiva que une fãs à banda e fomenta grupos de estudo de percussão.

BATERIA DE RUA  – De tudo que é novo nesse momento, o único resgate de algo que nasceu no passado é a bateria de rua da Timbalada, que também ficou conhecida como Arrastão. Está de volta o movimento de criação de uma divisão de base da percussão baiana, o que, na prática, significa um laboratório que deve reunir mais de 755 percussionistas em torno da estética percussiva e da formação musical para a vida, envolvendo, sobretudo, jovens adolescentes interessados na música como ferramenta transformadora da realidade.

No palco, quem agora coloca a voz para acompanhar os tambores são os talentosíssimos Buja Ferreira, Paula Sanffer e Rafa Chagas.  É o retorno de três cantores na linha de frente, o que já aconteceu em outros momentos da banda.