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Assistir Ensaio Sobre a Cegueira assistir online Dublado

Respeito sua opinião Sarah, mas discordo em alguns pontos, como suas referências ao nazismo ou inquisição. Não vejo onde Saramago teria traçado algum paralelo com isso, ou feito alguma alegoria com essas tristes ideologias nesse livro.
Saramago era um 8775 comunista hormonal 8776 , pelo menos era assim que ele se autodeclarava. As alegorias que ele utiliza são em alguns momentos tão escancaradamente alinhadas à sua ideologia comunista que parece até que o autor esqueceu que escrevia uma obra de ficção.
Eu não concordo com a visão de Saramago de que a humanidade estaria perdida sem o comunismo, e considero o capitalismo e o liberalismo o melhor caminho para o desenvolvimento e felicidade.

Filme Análise: Ensaio Sobre a Cegueira

Portanto, mesmo não tendo a literatura o poder suprassumo de transformar uma realidade, a partir da leitura e da análise textual, ela, no entanto, nos provoca a reflexão e nos convida a entrarmos no fantástico mundo da fantasia, e assim, a partir dos registros fornecidos, temos a capacidade de reavaliarmos nossa própria existência e por meio de nossas construções simbólicas somos conduzidos a outras vivências pelas vozes, sons e imagens que o texto nos traz.

Alfajus!: ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA.

Sinopse: Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de 8775 cegueira branca 8776 , já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico, que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

Mauss e o Ensaio sobre a dádiva – Ensaios e Notas

Quando se aventura a falar sobre literatura, a penetrar no imponderável reino das palavras, é inequívoca a necessidade de se ater, de imediato, ao rico ensinamento de Carlos Drummond de Andrade, quando, em sua Procura da Poesia pondera: “Não faças versos sobre acontecimentos, não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. ”

Neste livro, Evan do Carmo nos aponta inúmeras percepções acerca da loucura e do coexistir humano. Seja pela representação do arrependimento, ódio, vazio ou angústia. Seja pela experimentação do abandono, da dor e da morte. Pois, como afirma o autor, “a soma de todas estas carências” nos conduz, indubitavelmente “a um abismo de insignificância e inutilidade social. ” Entretanto, reafirma o autor que “não devemos esquecer que é na loucura que reside a sinceridade da alma. ”

Que o leitor repare ainda em como esta cegueira epidémica corresponde a um mar de brancura luminosa e não às tradicionais trevas da privação da visão… — Maria Alzira Seixo, Jornal de Letras

O fim da sua ficção, o fim de toda a ficção é voar, elevar-se sobrevoando, não céus inexistentes nem realidade mágicas, mas descolar da sua própria realidade humana, pesada, obscura, opaca, para ver melhor ou de outra maneira a luz que ela oculta, a claridade original de cada ser humano ofuscada pelo peso do mundo que pode ser apenas o da nossa própria treva. — Eduardo Lourenço, O Canto do Signo

Ainda bem que gostaste Manuel. Realmente, por conversas que tenho tido, este parece ser o melhor - top 8, vá - romance do Saramago.
E sim, a critica aqui assume um papel de grande relevo, juntando a isso o tom moralista sempre muito bem conseguido, intercalando-o no meio do texto.
Boas Festas Manuel =)

Em Ensaio Sobre a Cegueira uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de “cegueira branca”, já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.

Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: 8775 uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos 8776 .